Crime Patrimonial – É indiscutível que
qualquer estrutura implantada à distância indicada da Ponte D. Luís, irá
perturbar gravemente todo o campo visual da área consagrada como património
mundial. Esta é uma zona carregada de história, onde não se pode intervir
precipitadamente. A Ponte D. Luís é um dos maiores símbolos do Porto. Não se
pode deixá-la tapar e esconder.
Desnecessária – Neste momento, quem
quiser atravessar a pé o Rio Douro naquele ponto, pode perfeitamente utilizar o
tabuleiro inferior a Ponte D. Luís, que se tem mostrado mais do que suficiente
para o efeito.
Não Serve os Cidadãos – Esta ponte não foi
pensada para os Portuenses ou Gaienses e muito menos para as pessoas que
frequentam na zona ribeirinha, sejam elas moradores, trabalhadores ou turistas.
Uma ponte pedonal será bem-vinda mas num local em que seja realmente útil para
os seus futuros utilizadores.
Existem Alternativas – A localização
apresentada no projecto não é a única possível, existem alternativas. São
evidentes as vantagens e a utilidade .de uma ligação na zona central da
Ribeira, entre a Praça da Ribeira, no Porto, e a vulgarmente chamada Praça
da Sandeman, em Gaia. Outra alternativa possível seria ainda mais para jusante,
na zona da igreja de S. Francisco, que permitiria fechar um circuito em
anel que passasse pelas duas ribeiras, pela Ponte D. Luís e pela nova ponte,
ligando a projectada zona de lazer do Cais de Gaia à Ribeira do Porto e ao
parque de estacionamento da alfândega.
Desperdício de Recursos
–
Uma ponte como a apresentada custará largas centenas de milhar de contos. Não
será com certeza esta, pelas razões apresentadas, a melhor forma de aplicar o
dinheiro público, vindo dos Orçamentos do Estado ou Camarários - ambos com a
mesma fonte, os bolsos dos contribuintes.